VASCO & GAMALisboa — Portugal — Desde 1905

Uma história escrita em pele e canvas desde 1905.

A fundação da Vasco & Gama na Rua do Carmo, 75, não foi apenas a abertura de uma oficina. Foi o início de um compromisso. Como dizia o nosso fundador: «Uma peça que rasga é uma promessa quebrada». Há mais de um século que honramos esta promessa.

Recusamos a industrialização em massa. Operamos numa dimensão onde o tempo é o recurso mais valioso. Das mãos dos nossos aprendizes às ferramentas dos nossos Mestres, cada corte e cada costura exigem foco absoluto. Não seguimos tendências; criamos objetos que resistem ao teste do tempo e dos elementos.

Oficina Vasco & Gama, Rua do Carmo, 75

Cronologia da Marca

1905

Oficina aberta na Rua do Carmo, 75, Lisboa. ~26 m². Mesa de corte, máquina de costura Singer a pedal, prateleira com peles do Bairro Alto. Canvas encerado com cera de Aveiro, pele de curtimento vegetal do Tejo, fio de cânhamo caseiro. Cada costura é dupla, cada reforço é triplo. Fundador: "Uma peça que rasga é uma promessa quebrada".

1906

Primeiro aprendiz contratado: rapaz de 14 anos da Madragoa, futuro genro e sucessor.

1907

Expansão para espaço adjacente, duplicação da capacidade.

1908

Primeiras vendas fora de Lisboa (Porto, Coimbra) via intermediários ferroviários.

1909

Registo informal do nome "Vasco & Gama" em cartão de visita da tipografia Ferreira, Rua Augusta.

1910

Implantação da República. O fundador recusa abandonar a oficina durante os tumultos. Costura uma bandeira republicana numa peça de canvas na noite de 5 de Outubro, não por convicção política, mas por lealdade aos clientes.

1911–1920

Crescimento orgânico. Três técnicas proprietárias desenvolvidas (ainda hoje segredos de família): enceramento de canvas em três camadas, reforço de cantos em pele com costura cruzada, impermeabilização de costuras com resina de pinheiro. Transmitidas oralmente, sem registo escrito.

1912

Expansão para carteiras e pastas de mão (burguesia lisboeta).

1915

Aquisição de terreno no Bairro Alto para curtume próprio.

1918

Produção de estojos médicos para o Corpo Expedicionário Português na Grande Guerra.

1920

Casamento da filha mais velha com o aprendiz de 1906, formalizando a transmissão para a segunda geração.

1923

Primeira menção na imprensa (jornal "O Século").

1925

Primeira exportação (Brasil, colónias africanas).

1938

Transmissão oficial para a segunda geração. Introdução de ferragens em latão maciço (substituindo ferro, que oxidava com humidade marinha).

1940

Participação na Exposição do Mundo Português, Lisboa. Elogios do Presidente da República.

1947

Feira Industrial de Lisboa. Primeiro prémio de excelência artesanal.

1955

Cinquentenário. Lançamento da primeira linha de malas de viagem estruturadas com armação interna em madeira de sobreiro. Redução de 30% no peso sem perda de rigidez.

1957

Primeira exposição internacional: Feira de Artesanato de Barcelona.

1962

Segunda oficina no Porto: cintos e acessórios em pele. 12 mestres, 8 aprendizes.

1965

Salon International du Cuir et de la Maroquinerie, Paris. Médaille de Bronze (acessórios de viagem masculinos).

1972

Copenhagen Design Fair. Prémio de Design Funcional (estruturação interna de malas).

1974

Transição política em Portugal. Recusa da industrialização em massa.

1985

Introdução do nylon balístico de alta densidade.

1989

Salon du Cuir, Lyon. Diplôme de Maîtrise Artisanale (Syndicat National des Gantiers e Maroquiniers).

1998

Expo 98, Lisboa. Exposição sobre evolução da marroquinaria portuguesa no século XX.

2005

Centenário. Edição limitada de 100 peças numeradas, placas de latão gravadas a laser.

2011

Certificações CE, UKCA, FCC.

2015

Reykjavík Craft Summit. Prémio de Resistência e Durabilidade (testes árticos).

2017

Pico operacional: 2 oficinas + 1 fábrica, 837 m² de produção, 441 mestres e especialistas.

2018

Oslo Design Week. Prémio de Elegância Masculina.

2019

Sistema de cartões de autenticidade com holograma (resposta a réplicas asiáticas).

2020–2022

Pandemia. Produção reduzida 70%, 2/3 dos mestres em lay-off, turnos reduzidos, reservas familiares mobilizadas.

2021

Bergen Handverksmesse. Menção Especial (técnicas artesanais em escala familiar).

2023

Recuperação gradual.

2024

80% da capacidade pré-pandémica. Registo do domínio digital, início da plataforma de verificação.

2025

Recuperação total dos volumes de produção para os níveis de pico de 2017.

2026

Lançamento da plataforma digital no 121º aniversário da marca.

Reconhecimentos Internacionais

  • PORTUGAL — Feira Industrial de Lisboa (1947): Prémio de Excelência Artesanal.

  • PORTUGAL — Expo 98 (1998): Menção Honrosa (preservação da marroquinaria tradicional).

  • FRANÇA — Salon International du Cuir, Paris (1965): Médaille de Bronze (acessórios de viagem masculinos).

  • FRANÇA — Salon du Cuir, Lyon (1989): Diplôme de Maîtrise Artisanale.

  • DINAMARCA — Copenhagen Design Fair (1972): Prémio de Design Funcional.

  • DINAMARCA — Formland Fair, Herning (2005): Prémio de Sustentabilidade.

  • ISLÂNDIA — Reykjavík Craft Summit (2015): Prémio de Resistência e Durabilidade (testes árticos).

  • NORUEGA — Oslo Design Week (2018): Prémio de Elegância Masculina.

  • NORUEGA — Bergen Handverksmesse (2021): Menção Especial (técnicas artesanais em escala familiar).